As colas de papelão ondulado passaram por uma evolução considerável desde sua criação na década de 1930, porém quando olhamos a fundo esta evolução, este olhar nos revela que a única coisa que evoluiu foi a metodologia de preparo, os ingredientes continuam os mesmos nestes últimos 90 anos, água, amido, soda cáustica e bórax.

Atualmente podemos dizer que são encontrados ao redor do mundo os seguintes métodos de preparo de cola de onduladeira:

  • Stein Hall
  • Minocar
  • Pristim
  • No Carrier
  • OBM

Já comentamos em posts anteriores sobre cada um destes processos, hoje vamos nos deter  mais a fundo no processo Minocar.

Este processo de preparo foi criado na década de 1960 pelo Australian Paper Institute, porém não foi muito difundido devido a dificuldade de controle da produção pela falta de automação das cozinhas da época.

No começo dos anos 1990 a empresa europeia Cerestar desenvolveu uma cozinha automática de preparo da cola chamada Coromat e podemos dizer que reviveu o método Minocar (tanto que algumas literaturas citam a Cerestar como inventora do método) a automação fez este método de preparo da cola em 2 fases  decolar e hoje praticamente domina a Europa.

No Brasil como já citamos em outros posts usamos 2 métodos de preparo, o Stein Hall e o High Shear, porém nosso método High Shear é o próprio método Minocar com ligeiras adaptações, a principal delas é a quantidade de amido usado na 1ª fase de preparo (amido carreador), no método Minocar utiliza-se até 60% de todo o amido da formulação na 1ª fase, já na adaptação Tupiniquim utilizamos entre 10 e  15%.

Não se sabe ao certo e não encontramos na literatura o motivo desta diferença, poderíamos supor que no começo nossas cozinhas de alto cisalhamento (High Shear) eram manuais com isto seria mais fácil se trabalhar com quantidades menores de amido na gelatina, ou até mesmo que começamos a utilizar as mesmas formulações usadas no método Stein Hall para os tanques adaptados com motor para o High Shear.

E qual seria a diferença prática entre nossa adaptação e o método Minocar:

Basicamente podemos dizer que a cola do Minocar por ter um teor mais alto de amido gelatinizado tem um tack verde (tack inicial) melhor do que a produzida pelo método High Shear, e normalmente viscosidades mais altas devido a maior quantidade de  amido carreador,  justamente por este motivo o controle no preparo deve ser mais eficaz (indicando uso de cozinhas automáticas), para que se obtenham viscosidades compatíveis com as onduladeiras onde as colas serão utilizadas.

Abaixo vemos uma tabela com comparações de formulações típicas nos 2 métodos de preparo:

Por nossa experiência o uso do aditivo Smartgum permite que se possa trabalhar em qualquer um dos métodos, obtendo-se ganhos expressivos em qualidade da cola, no que diz respeito a estabilidade e poder de ancoragem.